Mudando a Sociedade

Como Mudar a Sociedade

Leonardo Da VinciTem havido, em todo o mundo, tentativas de se criar uma sociedade humana mais harmoniosa, sem sucesso.A razão é simples: ninguém se importou em saber porque a sociedade não é naturalmente harmoniosa.

Ela não é harmoniosa porque cada indivíduo é dividido interiormente e suas divisões são projetadas na sociedade.

A menos que dissolvamos as divisões internas dos indivíduos, não existe possibilidade de realizar verdadeiramente a utopia de se criar uma sociedade harmoniosa no mundo.

A sociedade foi dividida em culturas diferentes, religiões diferentes, nações diferentes.

Estas divisões mostram como os homens estão divididos internamente. O exterior é simplesmente o reflexo do homem interior.

Em vez de pensar em termos de mudança da sociedade, deveríamos pensar mais em mudança do indivíduo.

Essa é a única maneira possível de algum dia podermos ter sociedades mais harmoniosas.

Mas por ser o indivíduo  tão pequeno e a sociedade tão grande, as pessoas pensam que podemos mudar os indivíduos mudando a sociedade.

Não vai ser assim, porque "sociedade" é apenas uma palavra; existem indivíduos, não existe a sociedade.

Você pode mudar apenas o indivíduo, por menor que ele pareça. E a mudança da sociedade acontecerá naturalmente.

Osho


Como surgiu a divisão da 

 Na Antiguidade, haviam povos  com aparências distintas, pelo fato de serem de planetas e constelações diferentes e não de não haver ainda um protótipo humano definido.

 

Como a Terra seria um tipo de planeta escola, tornou-se necessário a criação de um corpo que abrigasse vários seres vindos de lugares distintos

 

Com a degeneração humana por inúmeros motivos, a humanidade foi se dividindo lentamente.

 

Inicialmente, os membros da mesma raça, passaram a viver próximos uns dos outros, formando o que hoje chamaríamos de vilarejos, criando o principio das divisões. Os humanóides se conheciam como o pessoal da parte alta, do lado baixo, do outro lado do rio (que era na verdade um mar) e assim por diante.

A degeneração surgiu através de uma raça que lidava com elementais. Com o passar do tempo surgiram as guerras e começaram a atacar e se defender dos membros de outras raças colocando barreiras em suas residências ou em seus vilarejos ou em suas cidades e até mesmo em seus paises.  A necessidade de liberdade sempre foi muito forte. E todos que vieram para libertar nações eram pessoas enviadas para mostrar as pessoas que a primeira coisa a se fazer era ter coragem, e querer a liberdade. Assim como eu digo a todos os membros da Ordem, é necessário se ter CORAGEM para se ter LIBERDADE. Não adianta só dizer que quer, é preciso ter coragem e querer, ou querer ter coragem para enfrentar tudo que se é necessário fazer para conquistar a tal Liberdade. Hoje, se observarmos a humanidade na verdade não quer isso, ela diz que quer mas no seu intimo nada fazem para que haja a mudança.

 Mudando  a todo instante seus apegos e prisões ilusórias é a única madeira de mudar esse quadro.

 

Senhor da Magia

Transformando o Mundo e a Si Mesmo

 

Podemos tentar abordar a colocação a partir de muitas diferentes direções. O mundo é apenas um nome; o indivíduo é a realidade. Você pode continuar tentando encontrar o mundo em toda parte e não irá encontrá-lo; você sempre encontrará o indivíduo.

Palavras como o "mundo," a "sociedade," a "religião," a "nação," são meras palavras sem nenhum conteúdo por trás delas — caixas vazias.

Exceto você, não existe mundo.

Essa é uma maneira de compreender a colocação: que o indivíduo é a única realidade. E o mundo não é nada mais do que a coletividade de indivíduos, então, seja lá o que for, é uma contribuição de indivíduos. Se for feio, você contribuiu para a feiúra. Se estiver cheio de ódio, inveja, raiva, ambição, cobiça, você contribuiu para todo este inferno no qual estamos vivendo. Você não pode jogar a responsabilidade em alguém mais; você tem de aceitar a responsabilidade sobre os seus próprios ombros.

Esta é outra maneira de compreender a colocação "Você é o mundo". Estamos continuamente passando a responsabilidade adiante. Se existe guerra, se existe um Adolf Hitler, um Fernando Henrique, torna-se fácil para nós apontar para essas pessoas e dizer que elas são responsáveis. Mas quem as cria?

Adolf Hitler é nossa contribuição. Sem nós, ele é um ninguém. Fernando Henrique não é nada além da nossa opinião. É o nosso voto, é o nosso apoio.

Então, no momento em que você condena alguém, lembre-se: você está condenando a si mesmo. Seja lá o quão indireta seja a sua contribuição, ela existe.

É possível viver como um monge jaina ou um monge budista ou um monge católico num mosteiro, completamente fechado no que concerne ao mundo. Existem mosteiros no Tibet...havia muitos na China antes da revolução comunista. Existem alguns na Europa com uma longa e estranha história. O mosteiro em Athos, na Europa, tem mil anos de existência. Em mil anos, seja quem for que tenha entrado no mosteiro, não saiu vivo. Você apenas entra: uma vez monge, monge para sempre. E o mosteiro não permite que os seus ocupantes saiam para o mundo; são trazidos para fora apenas quando estão mortos.

Você acha que eles não são responsáveis por Adolf Hitler? Eles não são responsáveis por guerras mundiais? Aparentemente não... Como se pode responsabilizar essas pessoas? — que deixaram o mundo, que nunca olharam para trás, que se desconectaram do mundo.

Mas, ainda assim, eu lhes digo que eles são responsáveis. São responsáveis por escapar — eles escaparam da sua responsabilidade. Não faz qualquer diferença.

Os monges budistas, os monges jaina, os monges hindus não participam das atividades mundanas. Mas você pode contribuir de uma maneira positiva ou você pode contribuir de uma maneira negativa.

Você pode colocar fogo nessa casa — essa é a maneira positiva, a maneira ativa. Você pode ficar ao lado, de pé, na rua e não fazer nada para apagar o fogo — essa é a maneira negativa. Mas ambas são responsáveis.

A pessoa negativa não parece tão responsável, mas a sua responsabilidade é absolutamente igual — porque existe um equilíbrio na vida.

Você pode ser contra a guerra, pode ser um pacifista, pode ser um manifestante crônico — sempre com uma bandeira protestando contra a guerra, contra a violência. Naturalmente, você pode dizer, "Como posso ser responsabilizado?" Mas a vida é um fenômeno complexo. Os seus protestos, o seu pacifismo, a sua luta contra a guerra ainda é parte da guerra; você não é um homem de paz. E você pode observar isso quando as pessoas protestam — a sua raiva, a sua violência é tão óbvia que a gente pensa por que essas pessoas estão protestando contra a guerra. Elas deveriam se juntar a algum lado da guerra — elas estão cheias de raiva, ódio. Elas simplesmente escolheram ter um terceiro lado atrás de um nome bonito — "paz."

Uma boa máscara, mas por dentro está a mesma raiva, o mesmo ódio, a mesma violência, a mesma destrutividade contra qualquer pessoa que não concorda com elas.

Elas estão contribuindo com tanta violência para a atmosfera quanto qualquer outra pessoa.

Elas podem estar falando de amor, mas estão dizendo também que você tem de lutar por amor.

Maomé tinha palavras escritas na sua espada dizendo "a paz é a minha mensagem". Ele só pode encontrar uma espada para escrever "a paz é a minha mensagem!" E ele deu origem a uma religião que chamou de "Islã". Islã quer dizer paz e o Islã criou mais violência no mundo do que qualquer outra religião. Em nome da paz, na ponta de uma espada, o Islã tem matado, convertido milhões de pessoas.

Você pode escolher bonitas palavras, mas não pode esconder a realidade.

Talvez você tenha se esquecido quando começou. O mundo é grande, leva tempo. Mas tudo volta à sua fonte — essa é uma das regras fundamentais da vida, não a regra de um jogo.

Então, se estiver sofrendo, se estiver miserável, se estiver tenso, cheio de ansiedades, angústia, não apenas se console dizendo que este mundo é feio, que todos os demais são feios, que você é uma vítima. Você não é uma vítima, você é um criador deste mundo insano; naturalmente, você tem de participar no resultado de seja lá o que for que tenha contribuído. Você está participando em jogar as sementes, estará participando ao colher a colheita também; você não pode escapar.

Para tornar o indivíduo ciente, de forma que ele pare de jogar a responsabilidade nos outros — do contrário, ele começa a olhar para dentro para ver de que maneira ele está contribuindo para toda essa loucura — existe uma possibilidade de que ele possa parar de contribuir. Porque ele tem de sofrer também. Se ele vem a saber que todo o mundo não é nada mais do que a sua projeção numa escala maior...

Porque milhões de indivíduos contribuíram com a mesma raiva, a mesma competitividade, a mesma violência, ela se tornou gigantesca. Você não pode conceber que tenha sido responsável por isso: "Eu posso ter contribuído apenas com uma pequena parte..." Mas um oceano não é nada mais do que milhões e milhões de gotas. Uma gota não pode pensar que é responsável pelo oceano — mas a gota é responsável. Sem a gota não haveria oceano de maneira alguma. O oceano é apenas um nome; a realidade está na gota.

Aceitar a sua responsabilidade irá transformá-lo e a sua transformação é o começo da transformação do mundo — porque você é o mundo. Seja lá o quão pequeno for, um mundo em miniatura, mas você carrega todas as sementes.

Se a revolução acontece em você, ela carrega a revolução para o mundo todo.

"Você é o mundo" não está dizendo apenas para você, está dizendo para todo mundo: Você é o mundo. Se você quiser mudar o mundo, não comece mudando o mundo — essa é a maneira errada que a humanidade tem seguido até agora: Mude a sociedade, mude a estrutura econômica. Mude isso, mude aquilo. Mas não mude o indivíduo.

Essa é a razão pela qual todas as revoluções falharam. Somente uma revolução pode ser bem sucedida, o que não foi tentado até agora — e essa é a revolução do indivíduo.

Mude você mesmo.

Esteja alerta para não contribuir com qualquer coisa que torne o mundo um inferno. E lembre-se de contribuir com alguma coisa para o mundo que o torne um paraíso.

Esse é todo o segredo de uma pessoa religiosa. E se todas as pessoas começam a fazer isso, haverá uma revolução sem qualquer derramamento de sangue.

Osho